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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Arrisco


E quem disse que o verdadeiro ato de sabedoria está em evitar o sofrimento?
Na realidade, algumas vezes quando nos jogamos em direção ao desconhecido, possível caminho de dor, é que encontramos o que sempre procuramos. Sempre há o risco da dor quando nos atrevemos a dar passos sem ter certeza de que é um solo firme sob nossos pés, mas se ficarmos parados como poderemos saber?
Hoje me permito vivenciar a embriaguez dos riscos. Viver algo que se possa sentir, seja do doce, seja do amargo que a vida possa oferecer, mas não mais da fome, por temer o sabor que poderia existir.
Há oportunidades brilhantes na próxima curva da vida, então porque razão eu ficaria parada? Se serão frutos sadios que colherei, eu não sei, só sei que plantei-os com toda a minha paixão, e me dediquei deveras no plantio. Sei que algo colherei... Espero que seja bom.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Caixa de recordações


Acordei embriagada de desilusão e desesperança, algo necessitava ser feito, abruptamente paguei minha caixa de recordações; e folheei páginas dos finais felizes que não tive, reli as cartas de amor que nunca recebi, contemplei as folhas murchas das flores que nunca me foram entregues. Eram recordações guardadas, jamais usadas. Me responsabilizei por nunca as terem usado quando na realidade me faltava um personagem nas histórias... Achei melhor não ver por esse ângulo, iria trazer sofrimento, e esse sentimento estava guardado na caixa de uso contínuo. Olhei mais um instante as fotografias dos momentos festivos, e guardei a caixa alegando que é melhor tê-las, nem que seja com a certeza de nunca vivenciá-las, mas de alguma forma... TÊ-LAS.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Precipício


... somente uma dor mais forte e aguda é capaz de nos fazer esquecer uma outra que há muito já nos incomodava.
Porém posso perceber como o que é realmente ruim, quando as duas dores se juntam e nos impossibilita de andar e viver normalmente.
As coisas são sempre tão mutáveis, que, quando mais peço para ficarem quietas, estáveis, simplesmente a mudança é inevitável, outros dias a gente pede para tudo mudar logo, no entanto não dominamos os mutabilidade acontecimentos nem o tempo.
Isso é idêntico aos sentimentos, porque a gente continua caminhando se sabemos que o precipício é o que nos espera?

... nosso problema é que somos esperançosos demais.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Olhar


De repente dois olhares, não eram meios, eram fins que se iniciavam.

Ela na sua contínua desorientação e ele no seu entusiasmo corriqueiro. Nunca tinham se visto, já tinham se olhado em alguns momentos, mas nunca se viram de verdade.

Desde então ela o mirava continuamente, e ele timidamente correspondia, eram um o colírio para o outro. O vazio que os abraçava desapareceu, tudo que era azul claro e tedioso tornou-se um vermelho vivo e intenso. Algo nascia e os consumia, mas era bom, era enérgico, ardente, vivo, forte e que crescia...

Sendo que começou por apenas um descuido de dia, um momento, uma razão, tornando-se o fim pra solidão.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Demais para pedir

As desilusões são irrefutáveis!

É interessante quando vemos o mundo e as pessoas através de uma linda cortina, que, acaba deixando tudo mais colorido e florido. É mais interessante ainda, quando por engano ou enfado tiramos essa cortina e vemos tudo e todos tediosamente preto e branco, com passos mecânicos, e gentilezas de educação, nada é espontâneo. E a partir dessa visão assombrosa, lentamente colocamos a cortina no lugar e voltamos a enxergar através dela.

A vida é mais fácil quando existe esse véu que enconbre tudo de mais vazio que possuímos. Criamos ilusões para facilitar o cansaço das nossas frustrações, utilizamos um verdadeiro conto de fadas para enfeitar a rotina, adjetivamos positivamente o que pode nos deixar aterrorizados, são as variadas metodologias para deixar a vida mais suave e leve, e eu sei que seria pedir demais que nossas fantasias e ilusões se tornassem reais, pois a vida perderia o seu caráter de, verdadeiramente, Real.

As desilusões são irrefutáveis, pois já sabemos que esse é o único destino da nossa ilusão de cada dia.



A música? Representa muito bem esse meu momento.

sábado, 4 de setembro de 2010

Volta da sessão de Análise


Já esqueci praticamente tudo que ela me disse, o mais interessante é que não adianta pensar em uma seqüência de temas, porque minha boca me trai a todo o momento. De repente, um assunto que pensei em casa ser banal, norteia completamente a sessão. E os temas que pensei que não diria por enquanto, são os primeiros a serem ditos.
No entando, o mais desconcertante é que quando a sessão termina, eu fico desnorteada, ela se levanta e abre a porta e eu quero continuar ali, sentada, às vezes quero falar mais. Tem momentos que quando coloco o pé fora da sala, me vem em mente tudo que queria dizer.
Estou de novo na realidade massacrante do externo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cotidiano


Marcar palavras, um espirro, um esbarro, um engodo... Uma velha canção, triste canção. Uma nova novela, um livro novo nas livrarias, pressa, um esbarro, resmungar. Supermercado lotado, comida rápida, o livro novo, a novela nova, sono. Dia novo, falta de ânimo, jovem musica velha no radio.
Rua, trânsito, cansaço, chuva, um espirro, um esbarro, um novo resmungo, um pedido de desculpa... Um olhar.
[...]
Um olhar, um olhar, e... Um olhar, uma lembrança. Um LIVRO e a lembrança, a NOVELA e a lembrança, um ESPIRRO e a lembrança, uma MÚSICA VELHA e a lembrança, a RUA e a lembrança, TRÂNSITO e a lembrança, CHUVA e a lembrança, o GUARDA-CHUVA e a lembrança. A LEMBRANÇA de um olhar, as LÁGRIMAS e a lembrança.

domingo, 7 de março de 2010

Cativando Questões



Somos responsáveis pelo que cativamos? Mas se o que cativamos não é cativado com a intenção que deveras possuímos? E se o objeto cativado se deixar cativar por qualquer atitude apenas com o intuito de nos colocar a responsabilidade de tê-lo cativado?
Uma outra questão não sai da minha cabeça. Porque sentimos dificuldade em cativar o objeto de desejo de “cativação”?

Ou seja, porque quase nunca conseguimos o objeto desejado? E quando esse objeto é conseguido queremos substituí-lo? Quando ainda não o temos, ele é belo, forte, perfeito, ausente de qualquer falha ou ponto fraco (que quando vemos uma falha, automaticamente, a transformamos em ponto forte).
Um dia me disseram que só conhecemos uma pessoa quando passamos a conviver com ela, mas na realidade, dizemos que a conhecemos como desculpa de, implicitamente, afirmar que não estamos mais tão interessados por que já passamos a possuí-la.

A posse mata a coisa, o cativar mata o livre arbítrio e o objeto inalcançável nos motiva a permanecer vivos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Noite


Noite

[...]

Quando as luzes se apagam ocorre um misto confuso de histeria, ansiedade, inquietação e paz.

Eu disse que era confuso!
Sinto-me tranquila e amedrontada, porque é confortável estar em casa ao lado de pessoas confiavés e afáveis, mas é amedrontador o mundo lá fora. Temos que vencer não só os nossos obstáculos internos, mas saber conviver com os males da atualidade tais como: a violência, miséria, sofrimentos de toda natureza. Só me pergunto porque esses pensamentos me invadem apenas durante as noites. Será que eram necessários para incrementar meus sonhos? Sonhos estes que ,consequentemente, são angustiantes com traços apaziguadores.
Atualmente sonhar tem sido uma luta, prefiro manter-me acordada, com pés firmes, mesmo que não seja em solo de realidade desconfortável.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Culpa


Como é ruim sentir culpa, e saber que eu sou a causadora do meu sofrimento, e o pior é saber que tudo faz o completo sentido dentro de mim... eu sou a única que TENTA não acreditar nisso.
meus estudos me apontam o dedo indicador dizendo "culpado" e eu fico negando, mas essa acusação me inquieta e a lógica argumenta que é compreensível.
O ser humano é naturalmente falho, mas o que ocorre é que ninguém quer perceber suas imperfeições, e eu humanamente sou imperfeita, cruel, impulsiva e tento encobrir minhas culpas. Isso dói, mas é a parte de mim que nega todos os dias que espero (esperançosamente) fazê-lo sumir definitivamente, pra que não a encontre mais
.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sensatez


Uma porta se fecha e inquieta eu espero que outra se abra, fui eu quem fechou a ultima porta, mas sempre sou eu que espero do lado de fora para ela seja aberta.
É confuso, por que em alguns segundos de sensatez definem uma longa e complexa decisão, seria um simples fim, apenas mais uma porta que eu pedi que se fechasse, ou uma decisão com grandes conseqüências futuras dentre elas arrependimento e dor?

Tenho esperança que seja a primeira alternativa, não seria digno bater na mesma porta a qual eu mesma fechei.

sábado, 29 de agosto de 2009

Dor


É sim, é pela flor que ela não recebeu. Ela chorava, tentava expulsar aquela dor horrenda que lhe arrancava a alma e toda alegria. Ela chorava, como se essa fosse a unica meneira de diminuir a dor, mas a dor não diminuia, havia sim, um enorme pena que ela despendia consigo mesma, por isso parou e se olhar no espelho, pois sabia que se ela se olhasse iria se sentir pior, estava sofrendo lastimavelmente pelo unico sentimento o qual renegou sempe.

Era a primeira vez em horas que ela parava e pensava na causa da sua dor, com os olhos umidecidos ela vai até o banheiro e encara o espelho durante alguns minutos, enquanto se olhava sentia as lagrimas quentes rolarem pelo rosto encharcado. Ela os enxuga, ainda soluçando e com um imenso nó na garganta, vai até a sala de jantar, o "chá" ainda está quente sobre a mesa, ela o injere e procura o melhor cômodo da casa pra poder "dormir".

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Anominado


Rabisco... Eu sujo as idéias que ainda não apareceram. Nesses riscos exponho o que há de mais impróprio. São as constatações de uma visão determinista e imutável da mudança.
O que é mais livre do que o ato de se expor? De se transformar? O que é mais livre do que ser a exposição do determinismo interno?!
Mostrar-se como nécta da vida, valorizar a aspereza das frustrações, machucar-se com a queda dos grandes saltos.
Ser livre é escrever palavras soltas no rabisco que é o ser humano, tentar decifrar a tempestade do ser que é a liberdade.

sábado, 25 de abril de 2009

Contradição



Mais que tolice foi essa? E o que se espera da rotulação de perfeição? A mais indecifrável e mais complexa tendência de está perdida, depende da sutileza dos sentidos.
Numa maneira diferente de expressão, seria errado dizer que apenas era fome de compreensão?
Culpar as fraquezas humanas não é o que se pode chamar de “coragem”, o que se pode fazer quando a dor da repetição nos circunda?
O que dizer quando não há mais nada pra dizer e fazer? Todos os discursos já foram feitos, cabe agora abaixar a cabeça numa atitude contraditória e sofrer. O impressionante é porque quando começamos a amar é porque já o perdemos, e também perde-se a matriz mais imprescindível da vida. O amor próprio.

sábado, 7 de março de 2009

Saída




E quando tudo em mim tiver acabado, amores de mim forem roubados, palavras que de minha autoria foram tiradas, momentos que forem apagados, visões e planos enterrados junto da ossada da minha esperança, significa que encontrei a porta que me levou deste mundo, ao nada!.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

As rosas também choram



Por que tu choras, bela flor?
Porque me foi tirado o sentido maior na vida
Algum amor? Seria apenas dor? Ou poderia existir um motivo maior?
Descobri que a vida é constituida de vazios ambiciosamente concretos de abstratos, que os amores assim como os escritos, em folha de papel que foram abandonados, é passível de ter fim, que as buscas são complexas, mesquinhas e vazias, que as dores são resultados de todas as ações humanas e naturais, descobri que quando se acha sentido para viver é porque já se tem morrido...



Imagem Extraída: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrVvLHWUA5DNtXw4EbnZybO-CphWDPHaSAquwvKAxESzwSCrFpq-xPXoCIIg0jlaFCurPjc_knq4ZUMaHupVlN9J1bYn7sJ3WfxGw6MYUe2S4c6A1tkNAhdMzWoZFwgnDM-OL9Vltyu6Y/s1600-h/flor+chorando.jpg