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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Tríade da Falta



Sobre a falta I

Quando a estagnação surge após o movimento
É desolador.
Não se sabe exatamente onde foi o erro
Ou se eu fui o erro

Eu digo a mim mesma que já me acostumei
Mas aquele vazio por dentro eu não me acostumo
O choro antes de dormir
E o sinal mais clássico vem quando digo:
“Eu queria que dessa vez desse certo”

Preciso me encontrar, preciso somente caminhar
Não querer e precisar de uma sombra junto a mim
Uma mão para me segurar
Preciso querer não mais parar

É se tua ausência for a única permanência que eu tenha
A guardarei com carinho
Registrando a sorte de te ter um pouco ao menos.

Sobre a falta II

Sim, eu senti.
Foi perfume tuas palavras
Foram cores suaves seus “humores”

Foram toques delicados em pele sensível os teus dedilhados
Foi coração acelerado sua ansiedade

Em mim foram lágrimas as tuas dores
Foram angústias minhas esperas de ti

Mas foi clarão ao te ver
Foi a mais pura e singela certeza
Quando você sorriu.

Sobre a falta III – A angústia

Sabe aquela angústia? Ela voltou!
Ela sabe como entrar, tem até chave própria
Ela se sente à vontade em mim, tem acesso fácil.
Parece que meu corpo é aberto para ela

E quanto a mim? Fico confusa
Fico cheia de dor

E quando ela entra eu fico inquieta
Sem sono, apetite e alegria

A angústia sabe me ferir
Porque ela já sabe de todos os meus pontos fracos
Ela chega cortando, sangrando
E o pior, ela tira tudo de mim

Me deixa com um buraco no peito
E dói! E dói... Como dói.
E hoje ela me deixou em frangalhos.



domingo, 17 de maio de 2015

Reflexão de um domingo de maio



 


 Levar a vida como uma grande montanha russa. Aquela coisa do momento em que se está em paz criar conflito. Não quero pensar que é normal e que todo mundo já fez isso, no entanto, quero repudiar, criticar e se fosse possível eu cuspiria nisso. Criar dor e medo, além de um profundo mal-estar por causa de NADA! NADA? Como? Porque?

Acho que meu texto dessa vez não é poema, nem uma ideia “bonitinha” só tem expressão de raiva, a mesma que existe dentro de mim agora, e olha que a dor nem chegou ainda.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Um dia...

     Um dia essa sensação quente de angústia e vazio no estômago irão passar, passará também o esforço para não associar situações à pessoas do passado e não mais perder alguns segundos olhando com foco para o nada. Pararei de repetir esse tipo de frase "tá tudo bem, não vamos lembrar disso agora", como forma de me conscientizar de que o pior já passou.
     Um dia as coisas ficarão mais leves e o meu sorriso será, verdadeiramente, um sorriso de alegria, e não mais por conveniência de expor que o tempo passou e que voltamos a normalidade de viver e sorrir. Um dia a saudade passa e essa vontade de não fazer mais nada na vida também, aí os pensamentos de que as coisas não tem sentido irão embora...
     Um dia eu lembrarei de tudo isso com um certo carinho, um toque de nostalgia e tranquilidade (por já ter passado), um dia eu não precisarei fingir que tudo é normal, que está tudo bem e de virar as costas estando remoída por dentro. Um dia sim, aí sim! Poderei dizer que vivi e aprendi, porque o que agora sinto não é vida, não é aprendizado, é a parte triste do cansaço do estudo.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Vômito

Não, não era... E mesmo se fosse, de que adianta querer compreender o que haveria se tivesse sido?
O que se pode falar do fadado, com a mais completa exatidão de como, onde e quando, ao fim.
Minha mão que era firme e segura, agarrava com toda a sua esperança algo que não existia, mas de repente ela ficou cansada e permitiu que o nada que lá havia fosse exposto. Foi assim, eu abri a mão. Por que abri a mão? Pergunta que me faço todos os dias que essa dor me corta por dentro. Foi o cansaço, a percepção de que não valia a pena, foi bom quando senti o seu desespero pela permanência. Mas eu desisti...
De mim, de ti, de nós.
Desisti e hoje vejo que poderia ter persistido, "poderias" que surgem em minha mente em dias assim. A dor não é possível, ela é real.
Todos os dias conviver com as decisões, sejam elas quais forem, e as consequências delas.
Não sei...
Agora é seguir em frente, coletar todo meu sentimento e restante de mim, e... Ficar feliz, pelas coisas boas que acontecem do outro lado. Do lado de cá, não. Definitivamente não ocorrem. Quem sabe ficando feliz por ti, eu fique feliz pelo menos um pouco. Por enquanto...

É o de hoje: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xF8DIMLZUCI

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Espinhos


Um corpo fragilizado jogado em meio aos espinhos, parece ser cruel, não é? No entanto é necessário, cada espinho cravado no corpo, é uma lembrança de tristeza... Cada movimento desse corpo são mais e mais espinhos que ficam cravados em sua pele.
Assim é a vida, esse espaço cheio de espinhos que nos machucam diariamente, nós só precisamos nos recuperar e procurar os espaços que menos nos machuque... A ferida que esses espinhos causam é reversível, são cicatrizes importantes no futuro, só que precisam se tornar cicatrizes, e não ferida a vida toda.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Nômade


Há um momento da vida, em que o que mais queremos é arrumar a mala e partir. Ir por ir, sem pensar em voltar, ir pra onde? É o que menos importa... Partir e deixar algumas lembranças, sensações, mágoas, medos, deixar as lágrimas que pingaram no chão e ainda estão lá, secas. Vontade infinita de partir e se deixar, deixar o pior, o que causa dor. Deixar todas as piores decisões que tomamos. Há dias que nossa mala já está no canto esperando o momento de irmos.
Mas não é fácil largar, se fôssemos diferentes seria fascinante a ideia de partir, mas vamos iguais, tão falhos, amedrontados, solitários, feridos e sofridos quanto antes. Partiríamos e levaríamos tudo que causa dor conosco. Nômades geográficos, e não, nômades de sentimentos.

                                        Imagem disponível em: http://macabeadelamancha.blogspot.com.br/2011/07/viajante.html

terça-feira, 10 de abril de 2012

angustiante

Dizem que o ócio é criativo, a angústia também é. E os dois esmagam toda nossa subjetividade. Viver o ócio não me é possível, mas já a angústia... Tente explicar algo que você não pode ver, apalpar, que você não pode modificar. É uma tarefa árdua, viver na angustia e querer explicá-la a alguém é como tentar ensinar esse alguém como ter fé. É assim como a saudade; senti-se, não se vê, toca ou remedia.
(...)
Viva sem medo e culpa, alguém me disse certo dia... Achei fascinante e ao mesmo tempo impossível, principalmente pra mim.
Mas mesmo assim, tento desde então dessa forma viver, mas é desesperador não se permitir fraquejar pelo medo, ou se permitir ser atordoada pelas lembranças culposas que vez ou outra bate a minha porta. Tentar viver sem culpa e medo é como esperar pela resposta não virá (nem mesmo uma resposta negativa).
Bem... A angústia é criativa, pois cada momento em nossa vida, ela se modifica, nos enfraquece, mas não do mesmo jeito. Nos estimula a falar sobre esse nada que consome. Que atordoa. Que amedronta. Que entristece. Que angustia. É ter voz e não conseguir impostá-la para dizê-la, é ter vocabulário e não encontrar as palavras para expressá-la, é ter um mundo de pessoas ao redor e nenhuma delas nos ver ou ouvir. A angustia é solitária e nos deixa solitários ... Ela é um pó que nos sufoca e nos tira qualquer possibilidade de expressão.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Para mim.



O grande engodo é que guardei o meu melhor pra ti. Depois que te entreguei você o perdeu...

Sem desesperos, eu posso fazer o meu melhor novamente, só não mais o darei, a partir de agora eu usarei

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Caixa de recordações


Acordei embriagada de desilusão e desesperança, algo necessitava ser feito, abruptamente paguei minha caixa de recordações; e folheei páginas dos finais felizes que não tive, reli as cartas de amor que nunca recebi, contemplei as folhas murchas das flores que nunca me foram entregues. Eram recordações guardadas, jamais usadas. Me responsabilizei por nunca as terem usado quando na realidade me faltava um personagem nas histórias... Achei melhor não ver por esse ângulo, iria trazer sofrimento, e esse sentimento estava guardado na caixa de uso contínuo. Olhei mais um instante as fotografias dos momentos festivos, e guardei a caixa alegando que é melhor tê-las, nem que seja com a certeza de nunca vivenciá-las, mas de alguma forma... TÊ-LAS.