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terça-feira, 27 de maio de 2014

Há um lugar



"Há um lugar no coração que nunca será preenchidoUm espaço e mesmo nos melhores momentosE nos melhores temposNós saberemosNós saberemos mais que nuncaHá um lugar no coração que nunca será preenchidoE nós iremos esperar e esperarNesse lugar."(Bukowsk)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A "cura" para a dor

A indústria farmacêutica promete a felicidade sem barreiras, como diz Birman (2003):

Para os ferrados que não conseguem dizer “cheguei” de peito inflado, a fórmula mágica é a alquimia, para mudar a circulação dos humores. É preciso dar uma pancada na bílis negra, nos dizem os novos especialistas da alma sofrente. Assim seria possível, acreditam aqueles, retirar as individualidades do cenário dark e inseri-los na cena colorida da representação e do espetáculo. Como os humores são essências eternas e universais destituídas de história e memória, basta a incidência de certas dosagens alquímicas para balançar a economia dos humores para outros pontos de equilíbrio. Enfim, o caldeirão científico da feiticeira pode tudo regular de maneira funcional e pontual, ajustando os desequilíbrios humorais.

Infelizmente, o efeito não é eterno, o que ocorre é que depois não se saberá conviver com as dores e frustrações sem "tomar alguma coisa" pra amenizar o mal-estar.
Nesse sentido, quando se pensa que foi encontrada a cura dos problemas do modo mais fácil, na realidade só se posterga sua vivência e se enfraquece por não saber lidar com ela.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Para mim.



O grande engodo é que guardei o meu melhor pra ti. Depois que te entreguei você o perdeu...

Sem desesperos, eu posso fazer o meu melhor novamente, só não mais o darei, a partir de agora eu usarei

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Gotas de Mudança





Quando a dor te perseguir, não perca a força!


Cada gota de sangue que derramamos tem uma razão, é o amadurecimento que está nascendo, é a experiência que está surgindo.
Não há parto normal sem dor e sangue, nele também há temor e angústia.



Na jornada surgem obstáculos que vemos como insuperáveis, mas que na realidade eles são os formadores de um “eu” forte, maduro, experiente e sapiente do que é viver.
Se só vivemos uma vez, então, porque tantos temores? O que importa se as dores aparecerão em algum momento? Não podemos não amar por temer não são sermos correspondidos, se seguirmos assim, passaremos a vida inteira nos escondendo da dor enquanto habitamos em sua casa (uma tarefa difícil, não é?)
Nada pior do que sofrer uma vida inteira, por tentar seguir caminhos sem dor.

Esses tais caminhos sem dor não existem.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Precipício


... somente uma dor mais forte e aguda é capaz de nos fazer esquecer uma outra que há muito já nos incomodava.
Porém posso perceber como o que é realmente ruim, quando as duas dores se juntam e nos impossibilita de andar e viver normalmente.
As coisas são sempre tão mutáveis, que, quando mais peço para ficarem quietas, estáveis, simplesmente a mudança é inevitável, outros dias a gente pede para tudo mudar logo, no entanto não dominamos os mutabilidade acontecimentos nem o tempo.
Isso é idêntico aos sentimentos, porque a gente continua caminhando se sabemos que o precipício é o que nos espera?

... nosso problema é que somos esperançosos demais.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Universo de uma Anônima


Sob olhares diversos eu me desvio e desloco silenciosamente. É tenso pensar e querer o universo e ser uma anônima. Esse querer seria demais?



Sem pressões;
Sem impressões;
Sem correções.



Apenas eu e meu mundo recém conquistado...
Fazê-lo feliz e igualmente ser, porém gostaria de ser uma anônima para ele também.
Quem sabe a vida seria mais leve.



É cruel viver;
É difícil vencer;
É impossível se esconder.



E isso seria muito mais fácil com o anonimato, porém o conflito desconhecido, escondido, incógnito só não existe na ficção, não na vívida realidade da existência. Em que:




  • O universo é só uma etapa que ainda não experienciamos,

e


  • O anonimato é um desfarce que alguns tentam despir-se.


Imagem disponível em; http://sobsuspeitas.blogspot.com/2009_05_01_archive.html

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cotidiano


Marcar palavras, um espirro, um esbarro, um engodo... Uma velha canção, triste canção. Uma nova novela, um livro novo nas livrarias, pressa, um esbarro, resmungar. Supermercado lotado, comida rápida, o livro novo, a novela nova, sono. Dia novo, falta de ânimo, jovem musica velha no radio.
Rua, trânsito, cansaço, chuva, um espirro, um esbarro, um novo resmungo, um pedido de desculpa... Um olhar.
[...]
Um olhar, um olhar, e... Um olhar, uma lembrança. Um LIVRO e a lembrança, a NOVELA e a lembrança, um ESPIRRO e a lembrança, uma MÚSICA VELHA e a lembrança, a RUA e a lembrança, TRÂNSITO e a lembrança, CHUVA e a lembrança, o GUARDA-CHUVA e a lembrança. A LEMBRANÇA de um olhar, as LÁGRIMAS e a lembrança.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Solidão


Discuto comigo mesma sobre o que é solidão. Nessa discussão argumento que ela não existe, enquanto eu mesma fico na defensiva dizendo que é algo comum e vivenciado por toda humanidade.

Depois de longas horas de discussão, consigo me convencer dizendo que isso é coisa da cabeça das pessoas, e na realidade a solidão NÃO EXISTE. Depois disso, fico mais tranquila observando a sala vazia acompanhada unicamente dos meus pensamentos.