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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Felicidade


Feliz?
Deve-se esconder as mais intensas decisões, o sorriso que formiga para aparecer no canto da boca, o suspiro de tranquilidade, a paz que nunca havia sido experienciada.
Como as pessoas agem quando nos referimos a felicidade, não a buscada, e sim a encontrada? Não seria um bom sentimento para expor, conquistado a partir da satisfação pessoal e profissional, autoestima elevada, sentimento de utilidade...
Deve-se realmente esconder a felicidade? Ou correr o risco de permitir que as pessoas invejem, avaliem e procurem mais detalhes de uma felicidade e suas razões que são totalmente pessoais.
Como um sentimento advindo de um grande risco, uma satisfação e até uma gratidão por estar vivo.
A felicidade e a alegria são assim, confusas, inconstantes, intensas, até um pouco instáveis, mas denotam um gozo imenso da vida.
Se eu estou feliz? Não sei... Pode ser que sim.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Um pedido




Só peço que confie, arrisque, pelo menos uma vez.
E o universo será seu!
Porque agora ele o é, só tu não sabes...


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

SAD DAY






Uma brisa morna e estável pela manha resfriam as lágrimas que a cada segundo aquece o seu caminho marcado no rosto. Elas escorem e se encontram no seu queixo, pingando no seu colo encharcado.
As razões são tantas; a distância, os temores, as ausências... E o pior era ver que seu sofrimento era completamente solitário. Os desencontros só refrescavam sua memória aquecida de angústia.
Há os que afirmam que a angústia move, mas no caso dela a angústia a paralisava. E onde foram os sorrisos? Onde estavam os momentos descontraídos? Aquele era o momento em que nada mais estava ao seu lado.
Ela olhava a estrada seca e vazia que percorrera, não podia passar o resto da vida parada naquele ponto. De súbito se levanta e reinicia sua jornada, que tudo indicava que estava apenas começando...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Gotas de Mudança





Quando a dor te perseguir, não perca a força!


Cada gota de sangue que derramamos tem uma razão, é o amadurecimento que está nascendo, é a experiência que está surgindo.
Não há parto normal sem dor e sangue, nele também há temor e angústia.



Na jornada surgem obstáculos que vemos como insuperáveis, mas que na realidade eles são os formadores de um “eu” forte, maduro, experiente e sapiente do que é viver.
Se só vivemos uma vez, então, porque tantos temores? O que importa se as dores aparecerão em algum momento? Não podemos não amar por temer não são sermos correspondidos, se seguirmos assim, passaremos a vida inteira nos escondendo da dor enquanto habitamos em sua casa (uma tarefa difícil, não é?)
Nada pior do que sofrer uma vida inteira, por tentar seguir caminhos sem dor.

Esses tais caminhos sem dor não existem.

sábado, 4 de setembro de 2010

Volta da sessão de Análise


Já esqueci praticamente tudo que ela me disse, o mais interessante é que não adianta pensar em uma seqüência de temas, porque minha boca me trai a todo o momento. De repente, um assunto que pensei em casa ser banal, norteia completamente a sessão. E os temas que pensei que não diria por enquanto, são os primeiros a serem ditos.
No entando, o mais desconcertante é que quando a sessão termina, eu fico desnorteada, ela se levanta e abre a porta e eu quero continuar ali, sentada, às vezes quero falar mais. Tem momentos que quando coloco o pé fora da sala, me vem em mente tudo que queria dizer.
Estou de novo na realidade massacrante do externo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Anjos


Somos anjos protetores e protegidos de alguém, o esperado é que protejamos quem nos protege, mas se por acaso o nosso protegido falha conosco e não nos protege, então precisamos perdoá-lo.

domingo, 7 de março de 2010

Cativando Questões



Somos responsáveis pelo que cativamos? Mas se o que cativamos não é cativado com a intenção que deveras possuímos? E se o objeto cativado se deixar cativar por qualquer atitude apenas com o intuito de nos colocar a responsabilidade de tê-lo cativado?
Uma outra questão não sai da minha cabeça. Porque sentimos dificuldade em cativar o objeto de desejo de “cativação”?

Ou seja, porque quase nunca conseguimos o objeto desejado? E quando esse objeto é conseguido queremos substituí-lo? Quando ainda não o temos, ele é belo, forte, perfeito, ausente de qualquer falha ou ponto fraco (que quando vemos uma falha, automaticamente, a transformamos em ponto forte).
Um dia me disseram que só conhecemos uma pessoa quando passamos a conviver com ela, mas na realidade, dizemos que a conhecemos como desculpa de, implicitamente, afirmar que não estamos mais tão interessados por que já passamos a possuí-la.

A posse mata a coisa, o cativar mata o livre arbítrio e o objeto inalcançável nos motiva a permanecer vivos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sensatez


Uma porta se fecha e inquieta eu espero que outra se abra, fui eu quem fechou a ultima porta, mas sempre sou eu que espero do lado de fora para ela seja aberta.
É confuso, por que em alguns segundos de sensatez definem uma longa e complexa decisão, seria um simples fim, apenas mais uma porta que eu pedi que se fechasse, ou uma decisão com grandes conseqüências futuras dentre elas arrependimento e dor?

Tenho esperança que seja a primeira alternativa, não seria digno bater na mesma porta a qual eu mesma fechei.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Reflexões de um covarde







E se eu só dissesse que não quero mais?

E se eu simplesmente não dissesse nada, e ignorasse o que sinto?

Seria mais digno, mais forte? Quando não há coragem deve-se ter pelo menos dignidade.

E se ele ja souber? E se mesmo assim, não quiser? Acho que vou ficar somente refletindo por enquanto... Nao tem importância, eu ja estou me acostumando com esse rumo que vivo tomando.
Ahh... E aquela "coisa" de não ter historia pra contar? Qual o problema de não ter? Sempre preferi ouvir mesmo!.




sexta-feira, 29 de maio de 2009

Anominado


Rabisco... Eu sujo as idéias que ainda não apareceram. Nesses riscos exponho o que há de mais impróprio. São as constatações de uma visão determinista e imutável da mudança.
O que é mais livre do que o ato de se expor? De se transformar? O que é mais livre do que ser a exposição do determinismo interno?!
Mostrar-se como nécta da vida, valorizar a aspereza das frustrações, machucar-se com a queda dos grandes saltos.
Ser livre é escrever palavras soltas no rabisco que é o ser humano, tentar decifrar a tempestade do ser que é a liberdade.

sábado, 25 de abril de 2009

Contradição



Mais que tolice foi essa? E o que se espera da rotulação de perfeição? A mais indecifrável e mais complexa tendência de está perdida, depende da sutileza dos sentidos.
Numa maneira diferente de expressão, seria errado dizer que apenas era fome de compreensão?
Culpar as fraquezas humanas não é o que se pode chamar de “coragem”, o que se pode fazer quando a dor da repetição nos circunda?
O que dizer quando não há mais nada pra dizer e fazer? Todos os discursos já foram feitos, cabe agora abaixar a cabeça numa atitude contraditória e sofrer. O impressionante é porque quando começamos a amar é porque já o perdemos, e também perde-se a matriz mais imprescindível da vida. O amor próprio.

sábado, 7 de março de 2009

Saída




E quando tudo em mim tiver acabado, amores de mim forem roubados, palavras que de minha autoria foram tiradas, momentos que forem apagados, visões e planos enterrados junto da ossada da minha esperança, significa que encontrei a porta que me levou deste mundo, ao nada!.