sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Noite


Noite

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Quando as luzes se apagam ocorre um misto confuso de histeria, ansiedade, inquietação e paz.

Eu disse que era confuso!
Sinto-me tranquila e amedrontada, porque é confortável estar em casa ao lado de pessoas confiavés e afáveis, mas é amedrontador o mundo lá fora. Temos que vencer não só os nossos obstáculos internos, mas saber conviver com os males da atualidade tais como: a violência, miséria, sofrimentos de toda natureza. Só me pergunto porque esses pensamentos me invadem apenas durante as noites. Será que eram necessários para incrementar meus sonhos? Sonhos estes que ,consequentemente, são angustiantes com traços apaziguadores.
Atualmente sonhar tem sido uma luta, prefiro manter-me acordada, com pés firmes, mesmo que não seja em solo de realidade desconfortável.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Insignificância


A velocidade das mudanças me assusta, num segundo deixo de querer o que ainda continuo querendo. É que na realidade eu minto. Finjo que não quero, mas desisto abandono, largo e sofro.

Sorrir basta? Será que isso me bastaria? Será que preciso me esforçar mais?

Alegro-me a me ver continuando, quem pára fica estagnado nas mesmas inquietações, e isso realmente não é pra mim...

É melhor sofrer com o mutável do que esperar pelo mesmíssimo contínuo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Culpa


Como é ruim sentir culpa, e saber que eu sou a causadora do meu sofrimento, e o pior é saber que tudo faz o completo sentido dentro de mim... eu sou a única que TENTA não acreditar nisso.
meus estudos me apontam o dedo indicador dizendo "culpado" e eu fico negando, mas essa acusação me inquieta e a lógica argumenta que é compreensível.
O ser humano é naturalmente falho, mas o que ocorre é que ninguém quer perceber suas imperfeições, e eu humanamente sou imperfeita, cruel, impulsiva e tento encobrir minhas culpas. Isso dói, mas é a parte de mim que nega todos os dias que espero (esperançosamente) fazê-lo sumir definitivamente, pra que não a encontre mais
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sábado, 31 de outubro de 2009

Tempo


O mês passou! Incrível a rapidez que o tempo passa quando existe excesso de tarefa.
O mês acabou e o ano já está acabando também... Vive-se um dia de tristeza da mesma maneira de um dia de alegria?
Tempo é uma coisa que não costumo pensar para são sofrer, pois quando me acostumo com ele, chega um outro novinho exigindo minha atenção e disposição para a ele dar tempo.
Mas... Erramos, sofremos, não vivemos e nem se quer chegamos a conhecer esse tempo que se vai, não estamos nunca com tempo e por isso reclamamos sua ausência e quando menos notamos nesse tempo acaba, nesse tempo morre, e, morremos junto com ele.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sensatez


Uma porta se fecha e inquieta eu espero que outra se abra, fui eu quem fechou a ultima porta, mas sempre sou eu que espero do lado de fora para ela seja aberta.
É confuso, por que em alguns segundos de sensatez definem uma longa e complexa decisão, seria um simples fim, apenas mais uma porta que eu pedi que se fechasse, ou uma decisão com grandes conseqüências futuras dentre elas arrependimento e dor?

Tenho esperança que seja a primeira alternativa, não seria digno bater na mesma porta a qual eu mesma fechei.

sábado, 29 de agosto de 2009

Dor


É sim, é pela flor que ela não recebeu. Ela chorava, tentava expulsar aquela dor horrenda que lhe arrancava a alma e toda alegria. Ela chorava, como se essa fosse a unica meneira de diminuir a dor, mas a dor não diminuia, havia sim, um enorme pena que ela despendia consigo mesma, por isso parou e se olhar no espelho, pois sabia que se ela se olhasse iria se sentir pior, estava sofrendo lastimavelmente pelo unico sentimento o qual renegou sempe.

Era a primeira vez em horas que ela parava e pensava na causa da sua dor, com os olhos umidecidos ela vai até o banheiro e encara o espelho durante alguns minutos, enquanto se olhava sentia as lagrimas quentes rolarem pelo rosto encharcado. Ela os enxuga, ainda soluçando e com um imenso nó na garganta, vai até a sala de jantar, o "chá" ainda está quente sobre a mesa, ela o injere e procura o melhor cômodo da casa pra poder "dormir".

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Solidão


Discuto comigo mesma sobre o que é solidão. Nessa discussão argumento que ela não existe, enquanto eu mesma fico na defensiva dizendo que é algo comum e vivenciado por toda humanidade.

Depois de longas horas de discussão, consigo me convencer dizendo que isso é coisa da cabeça das pessoas, e na realidade a solidão NÃO EXISTE. Depois disso, fico mais tranquila observando a sala vazia acompanhada unicamente dos meus pensamentos.