sábado, 29 de agosto de 2009

Dor


É sim, é pela flor que ela não recebeu. Ela chorava, tentava expulsar aquela dor horrenda que lhe arrancava a alma e toda alegria. Ela chorava, como se essa fosse a unica meneira de diminuir a dor, mas a dor não diminuia, havia sim, um enorme pena que ela despendia consigo mesma, por isso parou e se olhar no espelho, pois sabia que se ela se olhasse iria se sentir pior, estava sofrendo lastimavelmente pelo unico sentimento o qual renegou sempe.

Era a primeira vez em horas que ela parava e pensava na causa da sua dor, com os olhos umidecidos ela vai até o banheiro e encara o espelho durante alguns minutos, enquanto se olhava sentia as lagrimas quentes rolarem pelo rosto encharcado. Ela os enxuga, ainda soluçando e com um imenso nó na garganta, vai até a sala de jantar, o "chá" ainda está quente sobre a mesa, ela o injere e procura o melhor cômodo da casa pra poder "dormir".

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Solidão


Discuto comigo mesma sobre o que é solidão. Nessa discussão argumento que ela não existe, enquanto eu mesma fico na defensiva dizendo que é algo comum e vivenciado por toda humanidade.

Depois de longas horas de discussão, consigo me convencer dizendo que isso é coisa da cabeça das pessoas, e na realidade a solidão NÃO EXISTE. Depois disso, fico mais tranquila observando a sala vazia acompanhada unicamente dos meus pensamentos.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Silêncio


[...]






























NADA!
















Agora só consigo escutar a sua ausência de resposta.















Eis que o silencio reina.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Reflexões de um covarde







E se eu só dissesse que não quero mais?

E se eu simplesmente não dissesse nada, e ignorasse o que sinto?

Seria mais digno, mais forte? Quando não há coragem deve-se ter pelo menos dignidade.

E se ele ja souber? E se mesmo assim, não quiser? Acho que vou ficar somente refletindo por enquanto... Nao tem importância, eu ja estou me acostumando com esse rumo que vivo tomando.
Ahh... E aquela "coisa" de não ter historia pra contar? Qual o problema de não ter? Sempre preferi ouvir mesmo!.




sexta-feira, 29 de maio de 2009

Anominado


Rabisco... Eu sujo as idéias que ainda não apareceram. Nesses riscos exponho o que há de mais impróprio. São as constatações de uma visão determinista e imutável da mudança.
O que é mais livre do que o ato de se expor? De se transformar? O que é mais livre do que ser a exposição do determinismo interno?!
Mostrar-se como nécta da vida, valorizar a aspereza das frustrações, machucar-se com a queda dos grandes saltos.
Ser livre é escrever palavras soltas no rabisco que é o ser humano, tentar decifrar a tempestade do ser que é a liberdade.

sábado, 25 de abril de 2009

Contradição



Mais que tolice foi essa? E o que se espera da rotulação de perfeição? A mais indecifrável e mais complexa tendência de está perdida, depende da sutileza dos sentidos.
Numa maneira diferente de expressão, seria errado dizer que apenas era fome de compreensão?
Culpar as fraquezas humanas não é o que se pode chamar de “coragem”, o que se pode fazer quando a dor da repetição nos circunda?
O que dizer quando não há mais nada pra dizer e fazer? Todos os discursos já foram feitos, cabe agora abaixar a cabeça numa atitude contraditória e sofrer. O impressionante é porque quando começamos a amar é porque já o perdemos, e também perde-se a matriz mais imprescindível da vida. O amor próprio.

sábado, 7 de março de 2009

Saída




E quando tudo em mim tiver acabado, amores de mim forem roubados, palavras que de minha autoria foram tiradas, momentos que forem apagados, visões e planos enterrados junto da ossada da minha esperança, significa que encontrei a porta que me levou deste mundo, ao nada!.