quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Espinhos


Um corpo fragilizado jogado em meio aos espinhos, parece ser cruel, não é? No entanto é necessário, cada espinho cravado no corpo, é uma lembrança de tristeza... Cada movimento desse corpo são mais e mais espinhos que ficam cravados em sua pele.
Assim é a vida, esse espaço cheio de espinhos que nos machucam diariamente, nós só precisamos nos recuperar e procurar os espaços que menos nos machuque... A ferida que esses espinhos causam é reversível, são cicatrizes importantes no futuro, só que precisam se tornar cicatrizes, e não ferida a vida toda.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Simplesmente ser


A luta mais intensa nesses dias tem sido para o resultado mais libertador e ao mesmo tempo das situações mais simples. Luto para ser eu mesma. Mas como agir com tranquilidade se o maior temor que há é de ser e se mostrar sendo. A rejeição quando ocorre a um “eu” inventado é menos dolorosa do que quando isso ocorre quando somos verdadeiramente nós. Ter nosso ego sob avaliação indireta ou possível avaliação direta é completamente desesperador! Impossível mencionar o quão desconfortável.
No entanto, a grande questão é que quando se luta para ser o que se é e viver intensamente deve-se aceitar algumas desaprovações naturais do relacionar-se com o universo circundante.
Hoje vejo que abri mão da perfeição, mas em troca quero dar gargalhadas verdadeiras e poder expressar meus sentimentos de maneira autentica. Sem semblantes e prisões autoimpostas, mas o primeiro obstáculo a ser vencido é o medo da não aceitação, o segundo, e o ultimo obstáculo é o desconhecimento das minhas ilimitadas maneiras de vivenciar o prazer de viver comigo mesma e com as pessoas que amo.
Faz necessário desatar os nós que atei cotidianamente na minha vida, o primeiro já foi desfeito e me sinto mais aliviada, faltam os outros...Independente de conseguir ou não, meu objetivo é viver. 
Intrigante que me deparo com isso em pleno dia 21/12/2012, mas as previsões Maia estarão erradas. E haverá tempo de experienciar as multiplicidades dos prazeres de ser. Eu já escolhi muitos caminhos e as companhias, agora é caminhar... E acima de tudo, SER!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Arrisco


E quem disse que o verdadeiro ato de sabedoria está em evitar o sofrimento?
Na realidade, algumas vezes quando nos jogamos em direção ao desconhecido, possível caminho de dor, é que encontramos o que sempre procuramos. Sempre há o risco da dor quando nos atrevemos a dar passos sem ter certeza de que é um solo firme sob nossos pés, mas se ficarmos parados como poderemos saber?
Hoje me permito vivenciar a embriaguez dos riscos. Viver algo que se possa sentir, seja do doce, seja do amargo que a vida possa oferecer, mas não mais da fome, por temer o sabor que poderia existir.
Há oportunidades brilhantes na próxima curva da vida, então porque razão eu ficaria parada? Se serão frutos sadios que colherei, eu não sei, só sei que plantei-os com toda a minha paixão, e me dediquei deveras no plantio. Sei que algo colherei... Espero que seja bom.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Felicidade


Feliz?
Deve-se esconder as mais intensas decisões, o sorriso que formiga para aparecer no canto da boca, o suspiro de tranquilidade, a paz que nunca havia sido experienciada.
Como as pessoas agem quando nos referimos a felicidade, não a buscada, e sim a encontrada? Não seria um bom sentimento para expor, conquistado a partir da satisfação pessoal e profissional, autoestima elevada, sentimento de utilidade...
Deve-se realmente esconder a felicidade? Ou correr o risco de permitir que as pessoas invejem, avaliem e procurem mais detalhes de uma felicidade e suas razões que são totalmente pessoais.
Como um sentimento advindo de um grande risco, uma satisfação e até uma gratidão por estar vivo.
A felicidade e a alegria são assim, confusas, inconstantes, intensas, até um pouco instáveis, mas denotam um gozo imenso da vida.
Se eu estou feliz? Não sei... Pode ser que sim.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Falta

Já que a falta me consome, partirei em busca do excesso.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Nômade


Há um momento da vida, em que o que mais queremos é arrumar a mala e partir. Ir por ir, sem pensar em voltar, ir pra onde? É o que menos importa... Partir e deixar algumas lembranças, sensações, mágoas, medos, deixar as lágrimas que pingaram no chão e ainda estão lá, secas. Vontade infinita de partir e se deixar, deixar o pior, o que causa dor. Deixar todas as piores decisões que tomamos. Há dias que nossa mala já está no canto esperando o momento de irmos.
Mas não é fácil largar, se fôssemos diferentes seria fascinante a ideia de partir, mas vamos iguais, tão falhos, amedrontados, solitários, feridos e sofridos quanto antes. Partiríamos e levaríamos tudo que causa dor conosco. Nômades geográficos, e não, nômades de sentimentos.

                                        Imagem disponível em: http://macabeadelamancha.blogspot.com.br/2011/07/viajante.html

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Um pedido




Só peço que confie, arrisque, pelo menos uma vez.
E o universo será seu!
Porque agora ele o é, só tu não sabes...